segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Pitacos de realidade

Acelerando
Agora vai!!! Indoàíndia acelerando total... Bom, ao menos se compararmos aos padrões anteriores de uma viagem homônima e de igual percurso feita pelo mesmo protagonista durante o mesmo período. 300 Km em cinco dias e contando!!! Com morrebas homéricas, areões gravemente movediços, temperaturas inclementes sob um tórrido sol escaldante, tudo diante das fuças inertes de hordas de veranistas embasbacados com tanto brio e fugacidade.

Pra ser bem sincero, os veranistas em geral tendem à nos olhar (pra quem é novo aqui, por nós compreenda-se "eu e minha bicle Clotilde") com um certo desdém, e até afastam-se um pouco, como se tais idéias pudessem lhes contagiar os miolos amolecidos pelo sol obrigando-os a pedalar eternamente rumo a não sei onde!!! E eu que procuro fugir dos hábitos de generalizar, julgar e mal dizer, me descontenho ao notar e compartilhar com vocês o quão abundante me parece estupidez generalizada do veranista padrão. Desculpem-me, pois não busco aqui em nada o caminho da violência, mas sinto saudades de estar viajando fora da temporada, quando quem está ali, ali pertence, sendo dali ou não.

Grande Thobias...
Mas, voltando ao molho, acordando na casa do Thobias, desajunamos e parti rumo ao Ribeirão da Ilha, local que me agrada particularmente. De lá tomei um barco para a Praia do Sonho, depois Siriú por um morro com vistas e ladeiras de tirar o fôlego e finalmente Garopaba onde dormi. Alguns litros de mate com um colega de camping gaúcho me impediram novamente de sair cedo. Com sol forte na cuca fui até Laguna. Passei meio rápido por ali, pois abundavam os veranistas com seus respectivos aparelhos sonoros automotivos, mas muito me agradou o centro antigo. Dormi em um camping bem agradável e acordei muito cedo, mas ao arrumar a bagagem percebi uma nova ruptura no recém soldado bagageiro traseiro. E ali se foram umas boas 3 horas da gambiarra mais inacreditável que já operei nesta viagem, e quiçá na vida!!! Foi como se Chico Xavier sussurrasse os passos cirúrgicos em meus ouvidos com o próprio espirito de Macgayver encarnado em seu corpo!

Heitor e sua simpática pousada
Após a balsa fiz amizade com o Heitor e acabei conhecendo sua simpática pousada iniciante na praia de Ypuã. Rumei então para uma sofrida pedalada por estradas de terra com aqueles murundunzinhos formados pelo vento e que nos impedem de avançar a mais de 8 por hora enquanto degustamos diferentes variedades de poeira gentilmente oferecidas pelos agradáveis veranistas em 4X4 que passam à milhares de quilômetros por hora. 

Vista de sobre a duna
Chegando ao Camacho comecei a pedalar pela praia, bem mais agradável apesar do vento sul entrando, o que também impede maiores velocidades. 5 km depois uma imponente duna convidou-me à dormir ao seu lado. Subi-lhe a encosta para perceber belíssimas cores pintadas pelo sol nas nuvens. Tomei um banho salgado, fiz um rápido couscouz com tomate, cebola e alcaparras, lambuzei-me as assaduras com hipoglós, e dormi agradavelmente ao som da chuva e das ondas.

Bem cedo estiquei-me um pouco na praia, ordenei as bugigangas, e pus o sul na cabeça. Quis sair da praia um pouco para evitar o vento e acabei por dar uma volta de uns 25 km!!! Mas, como há beleza em todos os lugares, esse caminho também era belo. Passei por Jaguarúna, Chuveirão (os nomes das praias são algo!!!), e voltei a pedalar pela areia. Fui bem por uns 20 km, e então vieram uns 6 de areia mole completamente inadmissíveis!!! Perdi a paciência e xinguei muito, para logo após rir de mim mesmo. 

Meio necessária quando se está sozinho essa brincadeira de ser o idiota e o sábio, me parece um tipo salutar de esquizofrenia de combate à solidão... Ali faltavam poucos quilômetros até o Rincão de onde escrevo. Fui muito bem recebido e sem custos pelo João Pedro em um camping lindo que beira um lago incrível. Tirei o dia para revisar um pouco a Clo que estava empanada de areia e cheia de assaduras ferruginosas, escrever bastante pela primeira vez em semanas, tomar uns mates e descansar. Beijo a todos, e entre uma e outra divagação punhetofilosófica prometo voltar com pitacos de realidade.

Pra quem for pro lado de Laguna, recomento a Pousada Quinta do Ypuã do Heitor em uma belíssima praia, contatos emwww.quintadoypua.com.br 
Já na região de Içara/Balneário do Rincão, o Parque Verde é uma ótima opção, com piscinas, toboáguas, chalés e camping. www.parqueverde.com.br

sábado, 15 de janeiro de 2011

Alguém tem algo aí pra eu narrar?

arrumação matinal
  Pra não variar, saia já beirando o meio dia. Sempre às voltas com seu arrumar metódico matinal das traquitanas sobre a bicle, Z tinha este desagradável costume de demorar-se ante à estrada. O leitor vai apressar-se em dizer: Que mal tem que o rapaz saia um pouco mais tarde. Explico-me: Que faz o narrador de uma épica jornada enquanto o protagonista dá mil voltas em cordinhas e lubrifica parafusos??? Tais acontecimentos são inenarráveis, à menos que não se tenha vergonha de expor-se ao ridículo diante do mundo de narradores que passam a vida a narrar fatos esfuziantes e inverossímeis!!! 
 
Mas finalmente saiu, rumo ao desconhecido, subindo lombas por muito graúdas e avistando as belíssimas praias e lagoas da fabulosa Ilha de Santa Catarina... Peraí, grita-me outro leitor: O cara ainda tá em Floripa?!!! Sim, queridos leitores, após 4 meses de jornada, o cara ainda tá em Floripa!!! Existe até uma foto do momento exato em que Z foi humilhantemente ultrapassado por uma lesma. Verdade seja dita, o molusco era imenso!!! (ele tem várias explicações para tamanha demora, eu particularmente, credito tudo à preguiça!) Bom, rumando sul desde o Rio Vermelho, 20 Km depois Z parava na lagoa Rodrigo de Freitas para encontrar amigos, compartilhar fotos e e proceder à arte de consertos mecânicos de bagageiros quebrados. Quando digo ser fastidioso narrá-lo, ainda há quem me xingue!!!

olhar inquisidor
Nuvens negras acotovelavam-se no horizonte enquanto o sol já se apressava em brilhar chineses, quando Z partia novamente rumo ao infinito horizonte. Margear a lagoa durante o onírico momento do lusco fusco despertava-lhe sentimentos misturados de pura alegria pela beleza do instante, e de tristeza por despedir-se de Florianópolis e de tantas coisas que ali vivera durante os três meses recentemente decorridos. O manto da noite cobria a ilha e o céu derramava copiosamente suas lágrimas quando nosso herói fez pausa em um boteco no campeche. Pediu ao garçom que lhe trouxesse uma cerveja e sentou-se resignado a esperar Thobias, pois dormiria em sua casa depois de encontrar Digão, parceiro deste de longas pedaladas. E assim terminava o dia inicial do segundo ciclo de indoàíndia, com míseros 28 km pedalados e pouquíssima coisa de real interesse para contar, motivo pelo qual tive de florear abusivamente a narrativa. Z acha que foi um dia bom, agradável e produtivo. eu, narrador escolado de epopéias, pergunto-me: Como assim?!!! E, com este pensamento em mente, apago a luz e sonho com a rotina de um burocrata kafkaniano...

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Tristeza não tem fim... Mas vira outra coisa.

Uns belos morros
      Há cinco dias pedalo novamente. Pediria desculpas pelo longo período ausente, caso o motivo não fosse grave de sobra. Não tenciono delongar-me em detalhes por demasiado pessoais, mesmo para dividir aqui onde confesso habitualmente tantos pensamentos. Basta dizer que foi o mais difícil acontecido que já se apresentou nesta minha atual encarnação.

      Logicamente tais acontecimentos provocam uma quase que obrigatória revisão geral de conceitos. Cheguei a cogitar fechar-me para balanço à ponto de largar a pena por hora, mas acho que explodiria caso não pudesse usufruir desta abertura aqui criada para aliviar-me um pouco a alma... Você leitor, chegado, colega, ilustre desconhecido ou produto imaginário, serve-me de psicólogo, amigo e padre!!! Obrigado...

Quebramos a barreira dos 1000
Outrossim, querem-me virar filme. Ou ao menos queriam, antes do sumiço, dar-me as condições para que eu me auto-filmasse, enquanto ao longe editariam isso tudo em capítulos da jornada. O estranho é que apesar disso fazer parte da ideia inicial do projeto, tenho minhas dúvidas se agora é um momento onde posso me expor desta forma. 
 
      Bom, hoje é isso. Aqui da Praia do Rincão, no extremo sul do litoral de Santa Catarina, em 11/01/2011, venho dizer à todos que estamos juntos novamente. Agradeço a companhia e até já. No próximo prometo ser um pouco menos subjetivo e contar algo mais jornalístico e talvez até emocionante.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Que caiam as barreiras.

Quase dormindo...
Ospa todo mundo... Esse tópico é de prosa, confissão e cumplicidade... Ou ao menos pede por isso. Explicando um pouco o atual de nossa jornada, alguns de vcs já devem ter sentido que esse tal de indoàíndia anda enchendo linguiça ultimamente!!! Mas fico feliz que muita gente parece ter curtido esse tipo de conversa pra boi dormir que anda saindo!!! Isso na verdade liberta... Eu tinha certo receio de que se o texto soltasse, divagasse e filosofasse, meus companheiros de viagem debandariam em busca de algo mais prático, bem completinho de dados técnicos e descrições exatas. Esse não sou eu, e pelo que percebo, não somos nós!!! Viva!!! Afinal de contas a gente se escolhe...

 
Pedra que não rola..
Verdade é que andei parado nesses tempos recentes, mas até agora não soube bem como contar. Tinha esse meu amigo Vitão aqui em Floripa, e entre ajudas mútuas e grande amizade, somados à beleza natural da ilha e outras coisinhas mais, fui ficando... Uma vez parado, tive que ir forçando o pensamento para retirar o máximo dos acontecidos no trajeto, mas quando eles vem assim, lá de trás, antes do tato e do cheiro, dos olhos, dos ouvidos e do gosto, e até mesmo da mente, eles já vem mastigados pela memória e consequentemente permeados de seja o que for que nos anime. Assim começamos aos poucos acordar o Eduardo Galeano que em nós existe. Todas as proporções guardadas, pois tal comparação pode soar deveras presunçosa... O cara é o cara, mas um pouquinho daquilo nos habita incondicionalmente.


El Maestro
Essa é minha vontade aqui e na vida. Que possamos comunicar com cada vez menos travas, menos barreiras e divisões bem definidas. Galeano, mestre da mistura, fez uma vida de fusão entre ficção, política, história, filosofia, arte, sonho, amor e poesia. E assim é a vida. Mesmo os grandes picos de alegria, se vistos como um todo, tem em seu dentro alguma pitada de tristeza ou melancolia, e isso os torna ainda mais ricos. A nós buscar beleza e poesia naqueles quandos que nos fazem tristes, sem gota de masoquismo, mas simples amor ao todo, que de tão inteiro nos assombra, mas também nos lembra de que somos completos, sempre.

     De coração aberto, agradeço aos companheiros de viagem pelo carinho expressado nos recados. Em mais uma semana estaremos novamente na estrada, pingaremos então alguma descrição do real aqui e lá novamente! Termino citando uma ótima do mestre, que há pouco completou seus 70 anos de total desrespeito às grades internas...

La Iglesia dice: El cuerpo es una culpa.
La ciencia dice. El cuerpo es una máquina. 
La publicidad dice: El cuerpo es un negocio.
El cuerpo dice: Yo soy una fiesta!

sábado, 20 de novembro de 2010

Será esse o meu fim?

Vez por outra, pessoa que sou, me pego pensando a respeito do que quero, sou, faço, mais comos e porquês. Sempre fica meio vago, mas pintam algumas conclusões também. Por sorte, as deixo livres para se reconcluirem caso assim desejem. Por sorte compreenda-se a lenta desistência de uns vários graus de teimosia braba.

Exemplo pratico e o pedalar. Os praticantes do esporte que encontro sempre me perguntam sobre as marcas disso ou daquilo, o funcionamento daquele outro trubisco, que roupas uso, as rotinas e os cuidados. Acabo sempre ficando meio sem resposta, assim, tipo amador em demasia, perto da vergonha de não saber tudo isso. A simples exposição de meu ponto de vista aqui pode desagradar alguns de vcs, mas ainda assim, acho que vale como exercício de proposição de idéias. Pedalar para mim e um simples meio.
Por mais agradável e saudável que seja, o ato em si de propulcionar minha bicle nunca chega a ser fim. Vejo como fins os lugares aonde chego e por onde passo vagarosamente nos quais me permito parar livremente. Ou o estado meditativo provocado pelo esforco físico repetitivo aliado as belas paisagens e uma suave brisa ou garoa.

Para mim, o momento em que o pedalar se torna um fim em si mesmo, é paradoxalmente quando este ato se desencontra de sua essência. A partir daí começam as preocupações com marcas de bicicletas, equipamentos, acessórios fru fru, vestimentas especializadas e hi tech, e toda sorte de coisas que se terminam em lenha acendendo a fogueira das vaidades. E então o que importa são quantos quilômetros se pode fazer em um mínimo de tempo, e quem é o mais veloz e musculoso, e quem tem grana pra comprar tal ou qual bike... Isso pra mim não interessa. Eu quero brincar de pedalar.
Tudo isso pra dizer de maneira bem seria, que eu acho que nós deveríamos todos brincar de viver. Esportes já foram um meio para se divertir. Desde que se tornaram fins, saiu a diversão e entrou a competição. Pra se divertir mesmo agora, há necessidade de um perdedor, que alguém se sinta mal. Fico na turma do frescobol, porque se alguém fica mal, eu também fico mal, não contente.

E no fim isso serve pra qualquer coisa. Acho que precisamos sempre estar atentos para perceber claramente em nossas vidas o que são ferramentas ou caminhos para se conseguir algo, e o que é a essência do que buscamos. Senão pessoas se tornam robôs, diversão vira guerra, vestimentas, apetrechos e outros tarecos acabam por definir quem somos. E assim terminamos por nos tornar escravos do que possuímos e desejamos. Como se mapas fossem territórios, e não representações. 
 
Tem essa frase, nem sei de quem, que pra mim ilustra bem a confusão entre meios e fins. Ela diz:

Se as pessoas são feitas para se amar, e o dinheiro e feito para se usar,
Porque que  que se estão usando as pessoas e amando o dinheiro?

sábado, 13 de novembro de 2010

Eles sempre dizem que não dá...

Por aí não dá!!!
 É engraçado pensar no número de coisas que não faríamos se acreditássemos em tudo o que dizem. Eu tenho aqui comigo essa quase mania de gostar de perguntar. Não sei bem porque, mas nunca fui muito chegado a guias de viagem. Sei que eles tem um monte de informações interessantes e alguns toques por vezes muito práticos. Mas acho que é porque eles acabam sendo mais uma maneira de provocar o isolamento. Já tenho uma certa timidez natural, e acredito que caso eu carregasse um guia, acabaria perdendo preciosas chances de contato com as pessoas.

Tranquilo né?!!!
Então eu vou perguntando tudo. Qual caminho tomar, como fazer, onde comer... Acho que isso torna a viagem mais rica, pois estarei fazendo escolhas baseadas na experiência das pessoas que vivem ali. Além disso, esta busca de informações resulta frequentemente em conversas inesperadas e muitas vezes bem divertidas. Mas, alguns cuidados devem ser tomados com esta forma de se informar. Filtrar é essencial, pois a negação é uma constante. Não sei bem o que provoca este tipo de pessimismo que brota da frequente ignorância geográfica dos interpelados. Quando as pessoas não sabem se um caminho é viável ou não, é quase seguro que vc vai ouvir que é impossível, e por vezes até com os ilusórios detalhes impossibilitantes!

Desnecessário dizer que o contrário também acontece. Então aquela trilhinha tranquila que o tiozinho explicou sorrindo torna-se um pesadelo de lama até o joelho e mosquitos à noite no mato!!! Então vamos assim, ouvindo sempre, mas deixando pra acreditar só de vez em quando, porque se eu fosse acreditar no que falam, nunca teria começado essa viagem...

sábado, 6 de novembro de 2010

Leve Sensação...

Alta noite já se ia. Escuro fazia na barraca quando me dei conta do ocorrendo. Uma boa sensação percorria-me o corpo durante aqueles momentos em que me senti mais leve que o ar. Totalmente livre dos grilhões gravitacionais de nosso pequenino planeta, voava. Já não fazia sentido aquele sentimento de inveja aos pássaros, que chegava a questionar a própria ordem do todo.

Mas como isso se dera, era a questão que me assombrava. Minha mente entrou em um estado de êxtase e atenção total. Os pensamentos começaram a se voltar para o início da jornada, como que visando explicar-me o que então sucedia. Vi-me ali, beirando o mar, olhos semi-cerrados e o corpo na típica posição de quem anseia meditar, o que já é por si só um contra senso. Anseio e meditação são como água e óleo, ou melhor dizendo, doença e cura... Mas mesmo estas tentativas de busca pelo estado meditatório sempre conferem certa leveza ao espírito e consequentemente ao corpo. Nunca ouvi falar porém sobre pessoas em estado de iniciação meditatória alcançando tão prontamente as delícias da levitação. 

Veio então outra possível explicação àquele inusitado fato. O esforço físico proporcionado pelo constante pedalar, aliado à visão frequente de belíssimas paisagens, forçosamente haveria de ter amplificado minhas capacidades de contato com a energia cósmica e consequentemente despertado habilidades humanas normais, porém usualmente dormentes. Mas ainda assim, aquilo me parecia muita aquisição de mestria energética em tão poucas semanas de viagem.

Finalmente viera-me ao pensar aquilo que bem poderia ser o motivo. Vinha eu me alimentando recentemente de forma um pouco exagerada, procurando sanar uma possível falta de proteínas em meu organismo que poderia decorrer de um grande esforço físico sem a ingestão de uma correta quantidade destas moléculas essenciais. Tendo a não comer os bichinhos que vivem, fazendo exceção aos que nadam. Por este motivo, durante a viagem, capricho na deglutição de ovos, queijos, leite, feijões, lentilhas, grãos de bico, e tudo mais que contenha alto teor protéico. E, bem se sabe, que estes alimentos uma vez digeridos produzem alto teor de gases mais leves que a média dos encontrados ao nosso redor.

Ali caiu-me a ficha, lembrei de um almoço horas atrás onde esta característica alimentação se havia unido sinergéticamente à um pouco de chucrute e couve flor. Só então fiz atinar ao desagradável odor que preenchia minha leve habitação e que nos propulcionava levemente cada vez mais ao alto. 
Sorri, lembrando-me o quão normal é, 
que toda maravilha seja permeada de ônus.